Entenda a condição
O que é?
A artrose compromete a superfície de cartilagem entre a cabeça do úmero e a glenoide. Pode estar relacionada à idade, fraturas antigas, instabilidade, doenças inflamatórias ou alterações dos tendões. A intensidade dos sintomas nem sempre acompanha exatamente o grau de desgaste observado nas imagens.
01
Sintomas mais comuns
- Dor profunda no ombro
- Rigidez e redução da amplitude de movimento
- Estalos ou sensação de atrito
- Dificuldade para tarefas de higiene, vestuário e trabalho
02
Como é feita a avaliação?
Radiografias bem posicionadas geralmente demonstram o desgaste e orientam a avaliação inicial. Tomografia ou ressonância podem ser solicitadas para estudar os ossos, os tendões e planejar tratamentos específicos.
04
Quando procurar avaliação?
A avaliação é indicada quando dor e rigidez passam a interferir no sono, na autonomia ou nas atividades habituais.
O desgaste visto no exame explica toda a dor?
Nem sempre. Algumas pessoas apresentam alterações importantes nas radiografias e poucos sintomas, enquanto outras têm dor e limitação relevantes com desgaste menos avançado. Por isso, o diagnóstico considera a localização da dor, a perda de movimento, a força, as atividades afetadas e outras estruturas do ombro. Problemas do manguito rotador e da articulação acromioclavicular também podem coexistir.
A artrose pode ser primária, associada ao envelhecimento da articulação, ou secundária a fraturas antigas, instabilidade, doenças inflamatórias, necrose da cabeça do úmero ou cirurgias prévias. Identificar a origem e avaliar a integridade dos tendões é importante porque esses fatores influenciam as opções de tratamento e, quando necessária, a escolha do tipo de prótese.
Quando a prótese de ombro é considerada?
Nas fases iniciais, o plano pode incluir adaptação de atividades, medicamentos quando apropriados, fisioterapia para preservar mobilidade e força e infiltração em situações selecionadas. Essas medidas não refazem a cartilagem, mas podem reduzir os sintomas e ajudar o paciente a manter sua autonomia por um período variável.
A artroplastia é considerada quando a dor permanece importante, interfere no sono e nas atividades básicas e o tratamento não cirúrgico já não oferece controle satisfatório. Existem próteses anatômicas e reversas. A escolha depende do formato dos ossos, da qualidade do manguito rotador, de cirurgias anteriores e das expectativas funcionais. A indicação é individualizada e exige planejamento por imagem e discussão realista da recuperação.
Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes
Artrose do ombro tem cura?
O desgaste da cartilagem não costuma ser revertido. O tratamento busca reduzir a dor, preservar o movimento e manter a função. Quando os sintomas são avançados e persistentes, a prótese pode ser considerada.
Exercício piora a artrose?
Exercícios bem orientados geralmente ajudam a manter mobilidade e força. É necessário ajustar carga, amplitude e frequência para não provocar piora prolongada da dor.
Infiltração evita a prótese?
A infiltração pode aliviar os sintomas em casos selecionados, mas não recupera a cartilagem. O efeito e a duração variam, e o procedimento não elimina definitivamente a possibilidade de cirurgia.
Qual é a diferença entre prótese anatômica e reversa?
A anatômica procura reproduzir a anatomia normal e depende de um manguito rotador funcional. A reversa modifica o centro de rotação e pode ser indicada quando os tendões estão comprometidos ou em outras situações específicas.
Todas as patologiasSolicitar consulta